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Prazer Dona Zelda.


Esse ano o Dona Zelda faz seis anos e desde que iniciamos essa trajetória, meu sonho era mais do que apenas vender pão de queijo, tanto que tínhamos o slogan: NÃO QUEREMOS APENAS TE VENDER UM PRODUTO, QUEREMOS TE CONTAR UMA HISTÓRIA”.

Mas, qual história?

Da mulher por trás da marca?

De Minas Gerais?

Que tal todas e mais algumas que encontrássemos no caminho?

No começo, contava mais histórias da minha avó, porque ela é uma figura, uma daquelas forças da natureza que de vez em quando temos o privilégio de cruzarmos caminho.

Pensei que seria incrível colocar em lugar de destaque alguém que achou que nasceu para viver nos bastidores. Minha avó foi mãe de tantos, criou irmãos, filhos, sobrinhos, neta e sempre houve espaço para quem quisesse chamá-la de avó. Pensa numa mulher nascida em 1939 no interior de Minas Gerais sendo o nome e o rosto de uma empresa em uma das maiores cidades do mundo? Isso é revolucionário.

Eu sei, você não conhece a minha avó, mas não é cansativo as mesmas pessoas eternamente nos holofotes? Homens e mulheres são impactados por histórias fortes, mas sinto que, nós, mulheres, somos muitas vezes órfãs de diferentes exemplos de força feminina. E era isso que eu queria através da voz da minha avó... contar a história da minha família junto com a história de Minas Gerais.

Lá nem 2020 tudo que queria era distanciar Minas dos clichês que a perseguem São Paulo afora (vide chamar BH de Belzonte). Mas, fui entendendo que eram apenas ideias antecipadas, mal construídas, por vezes, pela simples ignorância.

 Se no começo queria provar que Minas era muito maior que sua cultura caipira, agora, passados quase seis anos, faço o caminho reverso. E, sem, jamais, esquecer, Guimarães Rosa, que afirmou que “Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.”, busco a partir do Dona Zelda espalhar e fortalecer a nossa cultura por São Paulo, mostrando a todos o porquê do mineiro ter fama de comer quieto, simplesmente porque tem trem demais para saborear.

Por isso, te convido a comer um pão de queijo e trocar dois dedos de prosa sobre a vida, sobre a nossa cultura e sobre o Brasil profundo.

 
 
 

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